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Os principais problemas na boca da gestante


Existe um mito de que se acreditarmos nisso, isso acaba sendo uma profecia que se auto-realiza, e é que 'cada gravidez custa um dente'. Deve custar mais de um, a julgar pelo total de mulheres desdentadas que existem, muito mais do que mulheres com 32 filhos, já que são 32 peças que compõem uma dentição de adulto.

Uma mulher que chega à gravidez com uma boca saudável manterá os dentes intactos. Porque essa mulher tem hábitos alimentares corretos, higiene adequada e também pode ser mais resistente a cáries. No entanto, se você chegar com gengivite, cáries não tratadas, obturações em mau estado, dentes do siso que causam problemas, desconforto, sangramento, etc., será agravado durante a gravidez. Mas não por causa da gravidez.

A gravidez é um momento fisiológico da vida da mulher em que há certas alterações que podem agravar problemas de saúde bucal, previamente diagnosticados ou não.

No primeiro trimestre podem ocorrer náuseas, o que impede uma escovagem meticulosa, principalmente dos últimos molares. Nesse caso você tem que ir aos poucos, inserindo o pincel com cuidado, sem tocar o dorso da língua, e respirando fundo toda vez que sentir náuseas.

Não vamos esquecer também que o uso do fio dental é essencial. Se houver vômitos repetidos ácido do estômago pode danificar o esmalte, especialmente nas faces posteriores dos incisivos superiores. Se esta situação persistir, é aconselhável o uso de dentifrícios fluoretados e enxaguatórios bucais para prevenir a desmineralização e a hipersensibilidade causadas por ácidos. As recomendações para diminuir o enjôo comendo 'muitas vezes em pequena quantidade' são ideais para o aparecimento de cáries, já que as bactérias sempre terão glicose disponível, que será transformada em ácidos, para atacar o esmalte. Se bicarmos constantemente, pelo menos, devemos ter cuidado para que não sejam produtos açucarados ou carboidratos fermentáveis, e escovar nossas bocas com mais frequência.

No terceiro trimestre, geralmente há um desejo significativo por produtos doces. Novamente é necessário insistir na redução do número de tomadas, no uso de flúor e na higiene adequada, tanto quanto possível.

Mais problemáticos para o feto são os problemas nas gengivas. Se a gente tem gengivite tem que ser tratada, porque se piorar fica demonstrado que relaciona-se à possibilidade de parto prematuro ou de recém-nascido de baixo peso.

No caso de diagnosticar algum problema bucal durante a gravidez, ele deve ser tratado. Não deve ser adiado: a patologia continuará avançando e piorando. Os cuidados necessários devem ser observados, é claro, mas a patologia não pode ser deixada sem tratamento em uma mulher grávida porque os micróbios que a causam atravessam a placenta e representam um risco para a mãe e o bebê.

O ideal é, então, ir ao dentista pelo menos uma vez por ano. Assim, se engravidar, terá a certeza de que não terá nenhuma lesão que possa ser agravada durante esses meses. E continue fazendo os seus check-ups, inclusive o que deve ser feito durante a gravidez. Não há causa, portanto, que justifique a perda de qualquer peça durante a gravidez.

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