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Babando em crianças com deficiência


Quando somos pequenos não percebemos o impacto que uma simples baba pode ter. Uma secreção que nos primeiros meses de vida pode ser descontrolada, o que costuma ser engraçado. Quem não limpou o chinelo de um bebê enquanto ele dorme ou brinca com entusiasmo?

Essa ação involuntária do organismo, muitas vezes derivada pelo prazer do momento, costuma acontecer em crianças com desenvolvimento normal, mas pode persistir em crianças com lesão cerebral como a paralisia cerebral.

Essa babação que ocorre em alguns casos de paralisia cerebral, é produzido por controle inadequado dos músculos da garganta, boca e língua. O que pode originar principalmente dois problemas: por um lado, a irritação da pele, o que implica alguns cuidados com a aplicação de creme hidratante, a mudança de roupa quando está molhada, etc ... Mas, ao mesmo tempo, pode envolver também alguns problemas de uma natureza social, que pode levar ao isolamento de algumas crianças.

Às vezes, por desejo da família e dos professores de que a baba diminua, a gente adota atitudes repressivas em relação a eles. Se eles estão mostrando um desconforto ou desconforto com sua baba, dizendo a ele por exemplo que se ele babar não terá amigos ou não será bonito, etc ... A única coisa que conseguimos com isso é se rebaixar estima e faz com que ele se sinta envergonhado.

Babar, nesses casos, torna-se mais um déficit da lesão cerebral. Então para melhorar o controle da saliva, é necessária uma reabilitação fonoaudiológica com hábitos de correção. Mas o mais importante é ter em mente que a criança não é responsável por essa baba.

Quando eu era pequeno e fui para uma escola especial, onde crianças com esse problema de babar, nos falavam que se não controlássemos a baba não poderíamos ir comer na mesa de quem não babava. O que pretendia ser um reforço para modificar esse comportamento, mas na realidade tornou-se um tanto contraditório para nós. Pois, às vezes, pode gerar frustração por querer e não poder controlar a baba, a impotência e a inferioridade aos demais parceiros.

Por esse motivo, acho que se deve atuar de forma normalizadora antes do babando de crianças com deficiência, facilitando oportunidades de reabilitação ou pedagógicas por meio de atividades e jogos. Incentivando o exercício da deglutição através do jogo da criação de uma história em cadeia, onde orientam que a cada frase devem parar e engolir a saliva. Também jogando ver vejo ou qualquer outra atividade com este mesmo padrão.

Com isso estamos promovendo um comportamento corretivo diante da baba, como engolir, de forma motivadora e integradora para a criança e evitando frustrações na criança.

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