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Causas de dor abdominal na infância


Embora a dor abdominal seja uma grande preocupação para os pais, sua gravidade varia amplamente. Dependendo do tempo de evolução, pode ser classificada em dor abdominal aguda (se durar alguns dias) ou crônica (se durar pelo menos um mês). As causas que podem motivar um e outro são inúmeras.

Dependendo dos sintomas que acompanham a dor abdominal e da duração da dor, quatro causas possíveis podem se desenvolver.

Apendicite aguda: Clinicamente, apresenta-se com febre (temperatura entre 37 e 37,5º), vômitos e dores abdominais intensas, constantes, de intensidade progressiva, que inicialmente é difusa e posteriormente incide na parte inferior direita do abdome. Para o seu diagnóstico, o principal é obter uma boa história clínica e um exame físico detalhado. Como complemento, podemos solicitar ultrassonografia abdominal e / ou hemograma. Seu tratamento é cirúrgico.

Dor abdominal ganglionar: Assim como temos nódulos no pescoço, também há nódulos próximos ao intestino. Quando aumentam de tamanho, a dor pode se parecer com a da apendicite aguda (a parte inferior direita também dói), mas geralmente não é tão intensa. Além disso, a criança geralmente apresenta sintomas catarrais. O tratamento consiste na administração de analgésicos sob demanda.

Dor abdominal por gastroenterite: Apresenta dores abdominais difusas e cólicas ('aparece, fica mais intenso e depois passa'). É acompanhada de vômitos e fezes moles. Às vezes, também há febre ou febre baixa. Essa dor às vezes é aliviada com analgésicos convencionais (paracetamol, ibuprofeno, metamizol), mas não responde tão bem como em outras dores, como cefaléia ou dores musculoesqueléticas.

Dor abdominal crônica ou de longa duração: responde por 3% das consultas pediátricas. A sua prevalência aumenta com a idade e é recorrente (vai e vem com o tempo). A causa exata é desconhecida, embora a maioria dessas crianças tenha um problema de alta sensibilidade à dor, além de um fator psicológico (estresse, grande procura por estudos, etc.). Nesta foto, geralmente não é necessário fazer exames complementares, a menos que haja sinais de alerta. Eles incluem: dor longe do umbigo, despertares noturnos, presença de sangue nas fezes, vômitos, febre, inchaço nas articulações, perda de peso e história familiar de doença inflamatória intestinal.

Por fim, deve-se lembrar que a dor abdominal nem sempre é causada por um problema no aparelho digestivo. Entidades como pneumonia de base pulmonar, ataques cardíacos na parte inferior da face, diabetes ou doenças metabólicas raras, como porfiria, também podem causar isso.

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