Nutrição infantil

Por que nem todas as gorduras são ruins para bebês


Por que nem todas as gorduras são ruins para os bebês? E, embora muitos pensem o contrário, existem gorduras que são importantes e necessárias para o desenvolvimento e crescimento das crianças. Então, devemos dar gordura à criança? Todas as gorduras são iguais? Por que alguns têm uma reputação tão ruim? Respondemos e esclarecemos todos esses pontos!

Infelizmente, as gorduras e o colesterol têm má reputação, o que nos obriga a evitá-los no dieta infantil. No entanto, a gordura desempenha um papel vital para o organismo, pois é responsável por fornecer os ácidos graxos e o colesterol necessários às membranas celulares que formam todas as estruturas do corpo, inclusive os órgãos vitais.

Devido à sua função estrutural, fornecer gordura é essencial durante a infância e a adolescência, por serem os períodos de crescimento mais rápido.

No entanto, nem todas as gorduras são iguais e nem os ácidos graxos que fornecem. É necessário apenas fornecer os chamados ácidos graxos essenciais, pois tanto o colesterol quanto as gorduras armazenadoras, que constituem a reserva energética do organismo, podem ser produzidos no local.

As gorduras naturais pode ser saturado e insaturado, enquanto o terceiro tipo, gorduras trans ou hidrogenadasÉ encontrado em pequenas quantidades na natureza, mas é produzido em grandes quantidades na indústria alimentícia. O processo de hidrogenação provoca uma transformação química em ácidos graxos, transformando-os em substâncias nocivas ao organismo e essas gorduras devem ser evitadas na alimentação.

Sabendo que devemos banir as gorduras trans da alimentação infantil, voltemos a falar dos dois primeiros tipos de gorduras, saturadas e insaturadas, para saber o que as caracteriza, onde podemos encontrá-las e quais as vantagens e desvantagens de cada uma:

- gorduras saturadas
Eles são encontrados em produtos de origem animal, como manteiga, queijo, leite integral ou partes gordurosas da carne, e em produtos vegetais, como óleo de palma ou de coco. Eles são caracterizados por serem sólidos à temperatura ambiente e por aumentarem os níveis de colesterol LDL (mau) no sangue.

Uma dieta rica nessas gorduras pode causar um acúmulo de colesterol nas artérias, causando possíveis obstruções ou bloqueios nas artérias, aumentando o risco de sofrer um ataque cardíaco, derrame ou outros problemas graves de saúde.

- Gorduras não saturadas
Aqui temos que fazer uma nova divisão, uma vez que as gorduras insaturadas podem ser mono ou poliinsaturadas. As gorduras monoinsaturadas são lideradas pelo azeite, enquanto as poliinsaturadas incluem dois grupos bem conhecidos de ácidos graxos, ômega 3 e ômega 6.

Os ácidos graxos ômega 3 são encontrados em nozes e sementes (especialmente linho e abóbora) e peixes oleosos, enquanto os ácidos graxos ômega 6 podem ser encontrados em óleos de sementes como o girassol.

Entre os ômega 3, os mais importantes na dieta das crianças são o ácido eicosapentaenóico (EPA) e o ácido docosahexaenóico (DHA). Ambos possuem funções vitais relacionadas ao desenvolvimento ideal do cérebro e da visão, além de participarem da regulação da funcionalidade cerebral, ou seja, na manutenção da comunicação entre neurônios e células.

Entre os ômega 6 devemos destacar o ácido gamalinolênico (GLA) e o ácido araquidônico (AA). Suas funções mais importantes são estruturais, pois fazem parte da membrana celular, além de serem precursoras de certos hormônios.

Em resumo e, a título de conclusão, a contribuição dos ácidos graxos essenciais é essencial para um bom crescimento e ótimo desenvolvimento intelectual, evitando Gordura trans e moderar o consumo de gorduras saturadas, além de produtos em que as gorduras são removidas artificialmente.

De acordo com Associação Espanhola de Pediatria, A ingestão desequilibrada e não controlada de gordura pode ser prejudicial para as crianças. O que fazer nesses casos? A seguir, listaremos uma série de diretrizes para lidar com esse consumo excessivo de gordura:

- Quando você for preparar uma carne vermelha, retire a clara, ou seja, a gordura que ela tem e que não é necessário consumir.

- No caso do frango, deve ser consumido sem pele, pois é a parte que mais aporte calórico.

- No capítulo sobre linguiça você tem que ter muito controle. Reduza o consumo e opte sempre pelo magro.

- Consulte o seu pediatra, mas nos casos em que tiver que diminuir a ingestão de gorduras, pode optar pelo leite meio gordo a partir dos 2 anos.

- Aumentar o consumo de peixes, tanto peixes azuis (em média duas vezes por semana) como peixes brancos (3 a 4 vezes por semana).

- Para preparar pratos diferentes, use sempre azeite e, sempre que possível, melhor grelhado ou assado. No caso de usar azeite, como já dissemos, melhor azeite e que seja feito a alta temperatura e em pouco tempo.

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