Aprendendo

E o que faço se tiver filhos com discalculia na aula. Dicas para professores


A discalculia é um dos distúrbios de aprendizagem mais marcantes e desafiadores na educação. Isso ocorre porque a matemática é uma das disciplinas mais complexas de aprendizagem porque é em si muito teórica e dificilmente emocional para o contexto de uma criança ou adolescente. Isso não significa que possamos juntos gerar novas estratégias para acompanhar esses jovens em sua condição. E há muitos professores que pensam no que podem fazer com aquelas crianças com discalculia.

Winston Churchill disse uma vez que "sucesso é aprender a ir de fracasso em fracasso sem desespero". Erros de valor, amar a si mesmo por quem você é, aceitando-se e criando um espaço que permite que você se construa são ferramentas que nos permitem desenvolver plenamente.

Seguindo essa linha, para que todos possam ter aquele ambiente que lhes permite fortalecer suas competências, é importante também criar cenários que mobilizem nossas próprias competências. Esse é o desafio da escola diante dos transtornos de aprendizagem. Avalie essa condição e construir ambientes que lhes permitam se desenvolver como pessoas. Não discrimine ou aponte que você tem dificuldades, mas juntos podemos pressionar a pessoa a explorar todos os seus pontos fortes.

Quero propor o mesmo a vocês com o transtorno que mencionei: Como projetar dentro da sala estratégias que permitam essas crianças aprendem matemática apesar da sua condição?

Lembre-se de que esse é um distúrbio que afeta o estudo e a compreensão da matemática. Sabemos que esse assunto é fundamental dentro do nosso sistema educacional, então essa dificuldade acaba sendo um fator que ataca a autoestima e integridade de um jovem.

Quero mencionar o trabalho realizado pela Universidade Internacional de Valência (Espanha) que nos dá novas estratégias para que possamos trabalhar dentro de nossa escola. Nesta coluna, gostaríamos de destacar alguns deles e tentar, na medida do possível, exemplificá-los para uma intervenção posterior.

- Apoie a aprendizagem de números mais fácil
A primeira metodologia é fortalecer o conceito numérico básico, gerando exercícios simples e atraentes que permitem consolidar essa ideia numérica. É como desenhar a estrutura de uma frase básica, fácil de entender e que possa ser seguida pela criança com discalculia para ter aquela ferramenta como guia de ação.

- Reforçar o uso de números
A maior dificuldade para quem tem discalculia é que os números são símbolos que tentam representar mentalmente um conceito. O problema é que essa representação está totalmente desassociada de sua própria experiência. Para que a criança possa vivenciar e ver a representação sem que seja um elemento estranho ou estranho, é necessário torná-la realidade.

Tenho a ideia de fantasias, canções ou quadrinhos que criam a impressão de que os números podem se desenrolar na vida. Use novas estratégias, principalmente aquelas que buscam potencializar outras fontes de percepção como tato, audição ou paladar. Eu lembro que de acordo com a neurociência, você tem que viver e sentir o aprendizado para que possa ser vivido. Então, por que não transferir o aprendizado da matemática, convidando outros de nossos sentidos a participarem desse conhecimento?

Por outro lado, esta universidade propõe algumas ferramentas concretas baseadas nessas metodologias que visam ajudar crianças com discalculia. Estes são:

1. Software projetado especificamente
A tecnologia pode ser um grande suporte para a formação de nossos alunos.

2. As salas de aula multissensoriais
Se há uma coisa que a neurociência nos levou a fazer, é redesenhar nossas salas de aula. Vamos fazer voar nossa capacidade criativa e emocional para que as crianças vejam a matemática como um aprendizado que também toca a sensibilidade e a integridade de cada um de nós.

3. Projetar desempenhos de aprendizagem
Isso significa representar operações matemáticas. A ideia é gerar um espaço visual e vital que consiga vincular o aluno ao conteúdo.

4. Priorize a compreensão dos conceitos antes do exercício
Geralmente, a repetição constante é privilegiada nesta disciplina, porém, antes de qualquer ação é importante compreender o significado do próprio conteúdo. Ao entender isso, você pode ter uma ideia melhor de por que se exercita.

5. Facilitar a aprendizagem cooperativa e em equipe
Importante é o trabalho em equipe, incentivando tutoriais ou companheirismo. Embora seja recomendado o apoio e a liderança do professor, é importante dar esse papel de apoio entre os pares.

Churchill nos convida a aproveitar o aprendizado por meio do fracasso. Mas isso não significa que devemos fazer isso por nossa própria conta. Quem sofre de discalculia precisa que essas experiências de erros sejam sustentadas pelo grupo de colegas e professores que fazem parte de seu crescimento.

No final das contas, aqueles que sofrem desses distúrbios não sofrem os próprios maus resultados, mas vivem suas derrotas abandonados ao sistema. Que a partir dessas metodologias podemos caminhar juntos e falhar na comunidade, porque me sentindo como uma família que caminha e cria comigo todos os tipos de soluções, é mais provável a contenção e a formação de minha própria integridade e personalidade.

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