Teatro

Saula é especial. Brinque para falar com crianças autistas


Encenar peças curtas é uma atividade perfeita para fazer na escola ou mesmo em casa. É divertido, os mais pequenos divertem-se ao mesmo tempo que soltam a imaginação e o público nunca deixa de se surpreender com as capacidades dos pequenos actores. Se também for escolhido um script que transmita um valor, a peça terá um final adequado, que meninos e meninas possam internalizar esse ensino de uma forma prática e divertida. A representação teatral que nesta ocasião propomos vai ajudá-lo a falar com as crianças sobre o autismo.

"Saula é especial" é uma das ferramentas à sua disposição para conseguir que as crianças com autismo se integrem entre os seus pares. E há muitas coisas que podemos fazer para que nossos filhos e nossos alunos vejam isso como algo normal, saibam como se relacionar com eles e fazer amizade como se fosse qualquer outro colega. É hora de curtir essa peça! Não se esqueça de bater palmas no final da apresentação.

Esta peça deve ser encenada com as crianças na escola ou em casa no fim de semana. Seu objetivo é educar jovens e adultos sobre o autismo, lembra-nos que é uma doença sofrida por muitas crianças e que está ao nosso alcance facilitar a sua vida com apoio, respeito e compreensão.

Destina-se a alguns personagens, mas sempre pode ser adaptado para adicionar mais e que eles possam participar quando mais atores melhor. Pode até ser encenado com todas as crianças da classe e encenado no teatro da escola com os pais como espectadores. Que emocionante!

- Descrição do Trabalho: Era uma vez, em uma classe da primeira série, uma garota muito especial chamada Saula. Por que foi especial? Bem, porque ele tinha autismo. Seus colegas sempre a trataram como mais uma pessoa que respeita seu espaço. Um belo dia, um novo aluno veio para a escola que não entendia o que estava acontecendo com aquela garota que estava se comportando de maneira tão estranha ...

- Personagens: Saula, Adrián, Marina, Marcos e Carlota. Adicione quantos personagens quiser para completar a peça!

- Local de atuação: uma escola

A cortina sobe, as crianças estão na aula de matemática.

Adrien: (fazendo as adições e subtrações que o professor enviou) Como essa adição é complicada! Terei que me esforçar mais para acertar e conseguir chegar no pátio a tempo.

Frames: (quem está ao lado dele e o ouviu) Não é tão complicado, só tem que se lembrar de somar a quantidade que leva às unidades.

Marinho: (que também está fazendo o dever de casa) Estou quase terminando. Apresse-se para que possamos todos sair juntos para o pátio. Saula, você terminou?

Saula: (olha para o lençol com cara de preocupação) Não, não terminei e acho que não vou fazer a tempo.

Marinho: Não se preocupe, juntos vamos te ajudar e esperar que você acabe de sair juntos.

Adrián e Marcos: (respondem ao mesmo tempo) Sim! Não se preocupe, nós te acompanhamos e vamos todos juntos para o pátio.

(Saula acaba de fazer a soma e a subtração e todas saem juntas para o pátio. Todos vão jogar bola menos ela, que decide sentar em um banco com seus lápis de cor).

A cortina fecha.

A cortina sobe. Os mesmos personagens ainda estão no palco, mas desta vez eles estão na aula de educação física.

Marinho: A professora falou que temos que fazer um time para jogar bola. Quer que demos as mãos e grite o nome de nossa equipe?

Marcos e Adrián: (eles respondem ao mesmo tempo) Ok, que boa ideia.

Saula: (faz uma cara séria) Não quero fazer isso, não me sinto bem se outros segurarem minha mão.

Adrien: Não se preocupe Saula, nada acontece. Você quer que joguemos futebol ou basquete?

Saula: (Continua com a cara triste e sai da aula de educação física). Também não gosto de ficar muito tempo no mesmo lugar.

Frames: Uau, ela está nervosa. Melhor deixar seu espaço para passá-lo adiante. Vamos jogar enquanto.

Saula: (Depois de um tempo ele volta para a aula de EF com suas pinturas nas mãos). Vou sentar no banco para pintar um pouco, não tenho vontade de falar com ninguém. (Em vez de pintar, jogue os lápis no ar.)

(Marcos, Marina e Adrián veem o que o amigo está fazendo, mas não falam nada).

A cortina fecha.

A cortina sobe. Carlota, uma nova aluna, entra em cena. As crianças são vistas na classe sentadas nas cadeiras.

Carlota: (levanta-se para cumprimentar os novos colegas) Olá a todos, sou Carlota e este é o meu primeiro dia de aula. Estou feliz por estar aqui, mas também estou um pouco nervoso.

Adrien: Bem-vinda!

Frames: Que bom que temos um novo amigo!

Saula: (faz uma cara preocupada). Não quero que você fique aqui, não gosto de gente nova, prefiro que você vá. (Depois de dizer isso ele sai da classe).

Carlota: (faz uma cara triste). Eu não entendo por que você me disse isso, se você nem me conhece.

Marinho: (se levanta da cadeira e vai até Carlota). Não se preocupe, Saula é uma boa amiga, mas ela é uma garota especial e há momentos em que ela faz essas coisas.

Carlota: Especial por quê?

Marinho: Ele tem algo chamado autismo.

Carlota: (que faz uma cara de surpresa). Autismo? O que é isso?

Adrien: (Ela também se levanta e vai para o lado dos colegas) Bem, o autismo é algo que torna o Saula especial. Por exemplo, ela não gosta de ser abraçada, às vezes ela brinca no quintal com a gente e às vezes ela quer ficar sozinha.

Marinho: (ainda de pé ao lado de seus companheiros). Sim, e ele também não gosta de gente nova, por isso vai demorar um pouco para querer te conhecer, mas você verá que em poucos dias ele se tornará seu amigo.

Carlota: Agora entendo melhor. Vou deixar seu espaço para ela.

A cortina fecha.

Saula é vista no pátio andando em círculos. Carlota a vê e decide se aproximar.

Carlota: Olá! Seu nome é Saula, certo? Meu nome é Carlota.

Saula: (Ele olha para ela mas não diz nada e continua se virando, desta vez mais devagar).

Carlota: Você sabe? Estou um pouco assustado, acabei de mudar de escola e não tenho amigos aqui. Gostaria de ser meu amigo?

Saula: (Ele para de andar e olha para Carlota). Eu já tenho muitos amigos.

Carlota: Eu sei. Quão sortudo você é!

Saula: Olha, eles estão jogando bola agora. (Vai até eles e faz um gesto com a mão para que Carlota a siga).

Eles saem de cena. A cortina fecha.

Mais uma vez, as crianças nos deram uma grande lição sobre como aceitar pessoas especiais como Saula.

Fim da peça!

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